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IMPRESSÕES 3D SERÃO O FUTURO DAS HABITAÇÕES?

IMPRESSÕES 3D SERÃO O FUTURO DAS HABITAÇÕES?

Se olharmos para um horizonte de tempo maior veremos que nós sempre estamos em adaptação e evolução, avançando de acordo com a modernidade. As primeiras habitações eram rústicas e feitas de forma totalmente manual. Hoje em dia já existem diversas tecnologias, sendo a mais inovadora atualmente, as casas impressas, feitas por robôs em pouco tempo. Esta tecnologia pode agregar segurança e resolver o problema habitacional no mundo todo.

Diversas empresas e startups do mundo todo estão antenadas neste novo nicho e já produzem casas com rapidez e redução de custos.

A empresa Kamp C construiu uma casa de 2 andares na Bélgica. O projeto levou 3 semanas para ficar pronto, mas existe a capacidade desse tempo ser reduzido para até 2 dias. A impressora utilizada na construção mede 10m x 10m e usa uma mistura similar ao cimento para a construção da estrutura base com a aplicação por meio de uma abertura. O acabamento e detalhes finais ficam a cargo de uma equipe especializada, responsável pela construção do telhado, portas e janelas, por exemplo. A resistência do material é três vezes maior do que a de tijolos convencionais e a construção é muito mais rápida. Além disso a necessidade de fibras do cimento e de malha metálica usadas são menores, o que permite uma economia de até 60% material.

IMPRESSÕES 3D 2

Impressora da empresa Kamp C

 

Em 2018, a startup Apis Core, de São Francisco, construiu com sucesso uma residência in loco, na Rússia em um dia, custando cerca de US $ 10 mil.

Outras empresas chinesas também vêm forte nesse mercado. Um mercado consumidor em expansão, com uma população que ultrapassa a casa dos bilhões. A Win Sun, como exemplo, já conseguiu levantar 10 casas num período de 24 horas, ainda em 2013.

Dubai criou um plano para que um quarto dos novos edifícios da cidade sejam impressos em 3D até 2025. A iniciativa foi criada para promover o status dos Emirados Árabes Unidos e Dubai como um centro de tecnologia de impressão 3D.

Em outras frentes, empresas vem buscando implantar a construção de casas 3d para comunidade de baixa renda. Como é o caso da New Story, uma organização sem fins lucrativos em parceria com a ICON, uma empresa de tecnologias de construção com sede no Texas, levantaram uma comunidade toda em Tabasco no Mexico e com diversos projetos a serem realizados por outras localidades.

 

Casa impressa no México

Casa impressa no México

 

Futuramente é possível que tenhamos construções em 3D cada vez mais detalhistas e luxuosas, atingindo uma nova parcela de consumidores. O que comprova que esta tecnologia pode atingir diversos públicos e atender a necessidade de cada um deles, desde causas mais nobres como promover a habitação a comunidades pobres, como proporcionar construções com maior requinte a quem tenha disponibilidade de verba.

No Brasil já existem empresas nesse mercado. A pioneira é a startup InovaHouse 3D comandada por Juliana Martinelli, que em 2020 concluiu a primeira construção desse tipo em território nacional.

Com 66 m², a casa feita em impressão 3D está localizada em Macaíba, cidade da região metropolitana de Natal (RN). Ao todo, a preparação do canteiro de obras levou uma semana, sendo que dois dias foram dedicados exclusivamente para a impressão. Com dois quartos, sala e cozinha conjugadas, banheiro e área de serviços, a intenção das startups foi imprimir um modelo semelhante ao realizado dentro do projeto habitacional Minha Casa, Minha Vida, com redução de gastos entre 20% e 50%.

A empresa acredita que o futuro da construção é um modelo híbrido e industrializado, no qual a impressão 3D vai trabalhar em conjunto com outras tecnologias como os módulos pré-fabricados e materiais leves como o drywall e o steel frame, em conjunto com a automação residencial.

 

Vantagens da impressão habitacional em 3D

Diminui a possibilidade de erros: como softwares e máquinas estão fazendo a maior parte do trabalho, há menos margem para erros e surpresas desagradáveis.

Custo mais baixo: a estimativa é que o custo baixe 25% em cinco anos e 40% em 10 a 15 anos. Isso se deve em parte ao fato de a tecnologia se tornar mais refinada e mais barata de se desenvolver, e em parte por causa das economias de escala à medida que mais casas são construídas.

Velocidade na impressão das paredes: casas inteiras podem ser levantadas em poucos dias

Possibilidade de uso de materiais mais ecológicos: as impressoras 3D podem combinar diversos materiais como areia, concreto fibras e reciclados.

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